Também vale lembrar que o sangue menstrual pode contaminar uma amostra de urina, tornando mais difícil identificar sua origem.
Mesmo quando o sangramento ocorre uma única vez, pode ser necessário investigar, dependendo do contexto clínico.
O que fazer: procure avaliação médica diante de sangue visível na urina ou nas fezes. Se o sangramento for intenso ou vier acompanhado de fraqueza importante, desmaio ou dor intensa, procure atendimento de urgência.
9. UMA TOSSE PERSISTENTE OU MUDANÇA NA VOZ
A tosse costuma estar relacionada a infecções respiratórias, alergias, asma, refluxo e outras condições comuns.
Entretanto, uma tosse que persiste por várias semanas, piora progressivamente ou vem acompanhada de sangue merece investigação.
Alguns cânceres pulmonares podem provocar tosse persistente, falta de ar, dor torácica, rouquidão ou perda de peso.
Esses sintomas também podem ocorrer em doenças não cancerosas. A avaliação deve considerar o histórico de tabagismo, a exposição a substâncias nocivas, a duração dos sintomas e outros fatores.
A rouquidão prolongada também pode ter diferentes causas, como inflamação, uso excessivo da voz ou refluxo. Quando persiste sem explicação, precisa ser avaliada para identificar a origem.
Não é recomendável esperar indefinidamente que a tosse desapareça, especialmente quando existem outros sinais preocupantes.
Uma pessoa que apresenta dificuldade intensa para respirar ou tosse com quantidade significativa de sangue precisa de atendimento urgente.
O que fazer: procure avaliação se a tosse persistir por algumas semanas, especialmente se estiver piorando ou vier acompanhada de sangue, falta de ar ou perda de peso. O profissional poderá decidir se são necessários exames de imagem ou outras investigações.
10. DIFICULDADE PARA ENGOLIR OU SENSAÇÃO DE ALIMENTO PRESO
A dificuldade para engolir, também chamada de disfagia, pode surgir por diferentes motivos.
Refluxo gastroesofágico, inflamações, alterações musculares e problemas neurológicos estão entre as causas possíveis.
Entretanto, quando a dificuldade é progressiva, a pessoa sente que os alimentos ficam presos ou passa a evitar refeições porque engolir se tornou desconfortável, é importante investigar.
Algumas doenças do esôfago e da região da garganta, incluindo determinados tipos de câncer, podem provocar esse sintoma.
A dificuldade pode começar com alimentos sólidos e, em alguns casos, evoluir para líquidos.
Também podem ocorrer dor ao engolir, perda de peso, tosse durante as refeições ou episódios repetidos de engasgo.
Esses sinais não confirmam um diagnóstico específico, mas justificam avaliação profissional.
Se a pessoa não consegue engolir a própria saliva, apresenta dificuldade respiratória ou acredita que um alimento bloqueou completamente a passagem, deve procurar atendimento de emergência.
O que fazer: procure avaliação se a dificuldade para engolir for nova, persistente ou progressiva. Não tente resolver o problema apenas mudando a consistência dos alimentos sem investigar a causa.
11. FERIDAS QUE NÃO CICATRIZAM OU ALTERAÇÕES PERSISTENTES NA BOCA
Pequenas feridas na boca são relativamente comuns e podem surgir após mordidas acidentais, irritações, infecções ou outros fatores.
Muitas desaparecem espontaneamente em um período relativamente curto.
Entretanto, uma ferida que não cicatriza, uma área endurecida, uma mancha branca ou vermelha persistente ou um sangramento sem explicação merece avaliação.
Alguns cânceres da cavidade oral podem apresentar lesões que permanecem por semanas, além de dor, dificuldade para mastigar ou engolir e alterações na sensibilidade.
O uso de tabaco e o consumo excessivo de álcool são fatores de risco importantes para determinados cânceres da boca. Outros fatores também podem contribuir, dependendo do tipo de doença.
Uma lesão persistente não deve ser tratada indefinidamente com produtos caseiros sem que sua causa seja investigada.
Alterações na língua, nas gengivas e na parte interna das bochechas também podem precisar de avaliação odontológica ou médica.
O que fazer: procure um dentista ou médico se uma ferida, mancha ou área endurecida persistir por aproximadamente duas semanas, ou antes disso se estiver piorando, sangrando ou provocando dificuldade para engolir.
12. ALTERAÇÕES PERSISTENTES NA PELE OU EM SINAIS
A pele muda naturalmente com a idade, a exposição solar e outros fatores. Sardas, manchas e sinais podem existir durante muitos anos sem representar um problema.
Entretanto, uma lesão nova ou uma alteração progressiva em um sinal merece atenção.
Uma maneira conhecida de observar sinais suspeitos é a regra do ABCDE:
-
A — Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra.
-
B — Bordas: os contornos são irregulares ou mal definidos.
-
C — Cor: existem várias cores ou mudanças de pigmentação.
-
D — Diâmetro: a lesão apresenta tamanho relativamente grande, embora melanomas também possam ser menores.
-
E — Evolução: o sinal muda de tamanho, forma, cor ou aparência ao longo do tempo.
Esses critérios ajudam a identificar alterações que precisam de avaliação, mas não são suficientes para diagnosticar ou excluir câncer de pele.
Uma lesão pode ser suspeita mesmo sem apresentar todos os critérios.
Também merecem atenção feridas que não cicatrizam, lesões que sangram repetidamente ou áreas que crescem e mudam de aparência.
A exposição solar acumulada é um fator importante para vários tipos de câncer de pele. Usar proteção solar, evitar queimaduras e observar mudanças na pele são medidas úteis de prevenção.
O que fazer: procure um dermatologista se notar uma lesão nova, um sinal em transformação ou uma ferida persistente. Não tente remover sinais em casa.
13. UMA FAIXA ESCURA NOVA NA UNHA
A imagem apresenta uma unha com uma faixa escura atravessando parte de sua superfície.
Faixas pigmentadas nas unhas podem ter diversas causas, incluindo pigmentação natural, traumatismos, medicamentos e algumas condições dermatológicas.
Em determinadas situações, uma faixa nova ou em transformação pode estar associada ao melanoma subungueal, um tipo raro de câncer que se desenvolve na região da unha.
Entretanto, a presença de uma faixa escura não significa automaticamente câncer.
A avaliação considera fatores como o início da alteração, a largura da faixa, a distribuição do pigmento, as mudanças ao longo do tempo e a presença de pigmentação na pele ao redor da unha.