Uma maneira de usar óleo de cozinha que pode causar câncer, alertada por especialistas, infelizmente, quase todas as famílias o fazem

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Especialistas alertam sobre o uso de óleo de cozinha que causa câncer — infelizmente, parece que toda casa comete esse erro.

Por mais que você queira economizar, o resultado quase sempre é o mesmo: sobra muito óleo na frigideira depois de fritar. O que você faz com ele?

Muita gente guarda para usar depois. Isso é o que chamamos de reutilizar óleo ou “refogar com óleo usado” várias vezes.

É isso mesmo. Mesmo com os avisos constantes no rádio e nos jornais sobre os riscos à saúde e o perigo de câncer ao reutilizar óleo de cozinha, ainda há quem pense que, se o óleo usado não escureceu, ele está bom para consumo — até que se morra por economia antes de morrer por câncer...

Esses comentários surgem toda vez que alguém tenta alertar outra pessoa a mudar o hábito de reutilizar óleo. Mas você sabia que esses costumes à mesa não causam doenças só em você, mas também em seus entes queridos? Pais, cônjuge, filhos… As doenças que nascem na cozinha podem atingir toda a família por hábitos aparentemente inofensivos. E você, que prepara cada refeição com carinho, não sente dó disso?

Reutilizar óleo de fritura várias vezes — um hábito alimentar que causa câncer

O Professor Associado Dr. Tran Dinh Toan (Diretor do Instituto de Nutrição Clínica) explica que usar o mesmo óleo para fritar alimentos em altas temperaturas várias vezes faz com que ele se oxide, criando substâncias nocivas à saúde. As vitaminas A e E presentes no óleo são destruídas. Além disso, o sabor dos pratos preparados com esse óleo já não é o mesmo.

“Mesmo na primeira reutilização, o óleo já traz o cheiro de comida velha, afetando o sabor da nova refeição”, afirma o especialista.

Pesquisadores da Universidade de Illinois (EUA) comprovaram que o óleo de cozinha aquecido diversas vezes decompõe os triglicerídeos, levando à oxidação dos ácidos graxos livres e à liberação de uma substância tóxica e cancerígena chamada acroleína.

Além de perder o valor nutricional, o óleo usado perde suas vitaminas. O especialista observa: “Após a primeira fritura, o óleo já fica com cheiro de queimado. Continuar usando esse óleo faz com que a comida perca o sabor e se transforme numa fonte de câncer.”

Os especialistas alertam que muitas pessoas acreditam que, se o óleo não tiver resíduo visível ou cor escura, ainda pode ser usado. Na verdade, os resíduos deixados após a primeira fritura são extremamente perigosos, mesmo que invisíveis a olho nu. Eles são agentes causadores de doenças, especialmente o câncer. Mas como não podem ser vistos, muitos acreditam que são inofensivos.

Como usar óleo de forma econômica e evitar o risco de câncer?

Especialistas recomendam atenção na hora de cozinhar: use apenas a quantidade necessária de óleo, sem exageros. Evite “afogar” os alimentos em óleo para não ter sobras.

Se for realmente necessário reutilizar o óleo, só faça isso uma vez e com a certeza de que ele não atingiu o ponto de fumaça. Caso o óleo comece a soltar fumaça, descarte-o imediatamente.

O ponto de fumaça é atingido quando se aquece demais o óleo, fazendo com que ele libere acroleína — um composto tóxico que irrita os olhos.

Nunca reutilize óleo que já passou do ponto de fumaça. Cada tipo de óleo tem um ponto de fumaça diferente: o óleo de girassol, por exemplo, atinge 246 °C; o de soja, 241 °C; o de canola, 238 °C; e o de oliva, 190 °C.

Se for imprescindível reutilizar o óleo, certifique-se de que ele não passou do ponto de fumaça, filtre todos os resíduos de alimentos e armazene-o em um recipiente fechado. Mantenha o frasco bem tampado, guardado em local escuro e envolto em papel-alumínio para limitar a exposição à luz.

No entanto, isso deve ser feito apenas em casos emergenciais. O melhor mesmo é usar sempre uma quantidade moderada de óleo: nem muito, nem pouco — o suficiente para evitar desperdício, não sentir dó de jogar fora, proteger a saúde e prevenir o câncer ao máximo!

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