Quão perigoso é um AVC silencioso? Como reconhecê-lo?

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Já ouvi falar sobre ataques cardíacos silenciosos, então é possível termos um derrame (AVC) sem saber?
De acordo com a Harvard Medical School, a resposta é: “Sim, é possível.”

Na verdade, uma declaração conjunta da American Stroke Association e da American Heart Association estima que até 1 em cada 4 pessoas com mais de 80 anos pode ter sofrido um ou mais AVCs sem apresentar sintomas.

Esses eventos geralmente só são descobertos quando a pessoa faz uma tomografia ou ressonância cerebral por outro motivo.

Os AVCs silenciosos geralmente ocorrem devido à redução do fluxo sanguíneo em uma das pequenas artérias que irrigam o cérebro. Eles podem acontecer sem sintomas perceptíveis se afetarem uma área cerebral que não controla movimentos importantes ou funções vitais.

Isso significa que não produzem os sintomas clássicos de um AVC, como fraqueza nos braços ou pernas.


Bùi Thị Thu Hà, do Hospital Geral da Província de Phú Thọ, explica que, quando as pessoas pensam em AVC, normalmente lembram de paralisia, dificuldade para falar, problemas cognitivos ou alterações motoras.
No entanto, existe um tipo de AVC que não apresenta nenhum desses sinais — o chamado AVC silencioso.

Um AVC silencioso ocorre sem sintomas evidentes, e o paciente geralmente nem percebe que teve um.

Em um grande estudo realizado nos Estados Unidos em 1998, estimou-se que quase 12 milhões de pessoas tiveram AVCs — sendo 770 mil casos sintomáticos e 11 milhões de casos de AVCs silenciosos, detectados pela primeira vez em exames de ressonância magnética (RM).


⚠️ Quão perigoso é um AVC silencioso?

O fato de não perceber que o AVC silencioso está acontecendo não significa que ele seja inofensivo.
Embora normalmente afete apenas uma pequena área do cérebro, os danos se acumulam com o tempo.
Se uma pessoa sofrer vários AVCs silenciosos, pode começar a apresentar problemas de memória e dificuldade de concentração.

Pesquisas confirmam que múltiplos AVCs silenciosos aumentam o risco de demência vascular (demência por múltiplos infartos cerebrais).
Os sintomas podem incluir:

  • Perda de memória.

  • Alterações emocionais (rir ou chorar em momentos inapropriados).

  • Mudanças na forma de andar.

  • Desorientação, mesmo em locais conhecidos.

  • Dificuldade para tomar decisões.

  • Perda de controle urinário e intestinal.

Além disso, segundo a Dra. Hà, após mais de duas décadas de pesquisas, observou-se que os AVCs silenciosos são bastante comuns.
Mesmo sem causar sintomas visíveis, eles aumentam o risco de desenvolver condições futuras, como acidentes isquêmicos transitórios (AITs), AVCs maiores e demência.

O risco cresce com a idade, mas também pode afetar pessoas jovens.
As mulheres parecem ter uma maior propensão a sofrer AVCs silenciosos.

As três principais manifestações desse tipo de evento são:

  1. Infartos cerebrais silenciosos

  2. Danos na substância branca causados por alterações vasculares

  3. Micro-hemorragias cerebrais


🧠 Como reconhecer um AVC silencioso?

Em uma tomografia (TC) ou ressonância magnética (RM), os resultados podem mostrar manchas ou áreas de dano onde as células cerebrais deixaram de funcionar.
Contudo, não haverá sinais externos de comprometimento neurológico, como problemas de fala ou movimento.

Outros sinais são sutis e muitas vezes confundidos com o envelhecimento normal, por exemplo:

  • Dificuldade para manter o equilíbrio.

  • Maior risco de quedas.

  • Incontinência urinária.

  • Mudanças de humor.

  • Redução da capacidade de raciocínio.

Assim como na prevenção de AVCs graves, controlar os fatores de risco cardiovascular — como colesterol alto e pressão alta — também ajuda a reduzir o risco de AVCs silenciosos.

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