
1. O que causa os cálculos biliares?
Os cálculos biliares são massas sólidas que se desenvolvem na vesícula biliar ou no ducto biliar (um sistema semelhante a um canal no fígado). Eles podem variar significativamente de tamanho, desde pequenas partículas semelhantes a pedrinhas até objetos sólidos do tamanho de uma bola de golfe. Os cálculos menores costumam ser mais problemáticos, pois podem se soltar e ficar presos na vesícula, enquanto os maiores tendem a permanecer lá dentro.
Os cálculos biliares são divididos em dois tipos principais: cálculos de colesterol e cálculos pigmentares.
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Cálculos de colesterol são formados principalmente pelo componente de colesterol presente na bile. Esse tipo é comum em países ocidentais, representando cerca de 80–85% dos casos. Estudos no Vietnã mostram que os cálculos de colesterol correspondem a apenas 30–50% dos casos. Esse tipo de cálculo é frequente em pessoas obesas, duas vezes mais comum em mulheres do que em homens, em indivíduos que seguem uma dieta ocidental e em mulheres que usam anticoncepcionais à base de estrogênio.
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Cálculos pigmentares geralmente são causados por infecções nas vias biliares, hemólise, cirrose, inflamação ou ressecção do íleo (parte final do intestino delgado).
A causa dos cálculos biliares costuma estar relacionada ao metabolismo. Quando a concentração de colesterol na bile é muito alta, formam-se cristais que dão origem aos cálculos.

2. Sintomas dos cálculos biliares
Cerca de 30% dos casos apresentam sintomas. O mais comum é a cólica biliar (86%), que tem as seguintes características:
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Crises de dor isoladas que duram de 30 minutos a várias horas.
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A dor ocorre na região epigástrica (boca do estômago) ou no quadrante superior direito do abdômen. Em muitos casos, a dor se localiza principalmente no epigástrio, o que pode ser confundido com úlcera gástrica ou duodenal.
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O paciente apresenta dor intensa e contínua, a ponto de, às vezes, parar de respirar por causa dela. A dor geralmente aparece algumas horas após as refeições ou à noite, muitas vezes acordando o paciente.
Outros sintomas incluem dor nas costas, dor no quadrante superior esquerdo do abdômen, náuseas e vômitos, além de distensão abdominal (má digestão de alimentos gordurosos).
3. Tratamento dos cálculos biliares
Todos os casos sintomáticos devem ser tratados, independentemente do tamanho ou da quantidade de cálculos.
Nos casos assintomáticos, o papel da colecistectomia (remoção da vesícula biliar) e de outros métodos de tratamento ainda não é totalmente claro. Estudos sobre a evolução natural dos cálculos mostram que não é necessário realizar colecistectomia preventiva, exceto em pacientes com alto risco de câncer de vesícula biliar, como nos casos de vesícula em porcelana, presença de cálculos associados a pólipos maiores que 10 mm, cálculos maiores que 25 mm, entre outros.
Atualmente, existem dois tipos de tratamento: não cirúrgico e cirúrgico.
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Tratamento não cirúrgico: inclui o uso de medicamentos para dissolver os cálculos, ondas de choque para fragmentá-los, dissolução e remoção dos cálculos através da pele ou por endoscopia. No entanto, os resultados não costumam ser muito eficazes, pois dependem do tipo e do tamanho dos cálculos, além da anatomia das vias biliares. Além disso, esses métodos mantêm a vesícula biliar, o que aumenta a chance de novos cálculos se formarem no futuro, limitando os resultados a longo prazo.
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Tratamento cirúrgico: inclui a colecistectomia aberta e a colecistectomia laparoscópica.

Após a remoção da vesícula biliar, os pacientes não precisam tomar medicamentos de apoio digestivo, já que o fígado continua a produzir bile suficiente.
Em alguns casos, pode ocorrer dificuldade para digerir alimentos gordurosos e ovos. Por isso, recomenda-se limitar o consumo desses alimentos nos primeiros 3 meses após a cirurgia, permitindo que o corpo se adapte à nova forma de armazenamento da bile. A diarreia após a cirurgia é rara e, quando ocorre, costuma desaparecer em poucas semanas.