O diagnóstico exige avaliação clínica e, quando indicado, exames de imagem.
3. Traumatismos
Acidentes de trânsito, quedas, impactos esportivos e outros acontecimentos podem produzir lesões na região cervical.
Em casos graves, podem ocorrer fraturas, deslocamentos entre vértebras ou danos aos ligamentos responsáveis pela estabilidade da coluna.
Algumas lesões também podem afetar a medula espinhal ou as raízes nervosas.
Nessas circunstâncias, movimentar o pescoço sem orientação profissional pode agravar o problema.
4. Condições neurológicas
Certos distúrbios neurológicos podem provocar contrações musculares involuntárias e posições anormais da cabeça.
A distonia cervical, por exemplo, é uma condição caracterizada por contrações musculares involuntárias que podem fazer a cabeça girar, inclinar ou permanecer em uma posição inadequada.
O quadro pode variar de pessoa para pessoa e requer avaliação médica para diferenciar suas causas de outros problemas musculares ou estruturais.
Nenhuma dessas possibilidades pode ser confirmada apenas pela fotografia apresentada. A identificação da causa depende da história clínica, do exame físico e dos resultados dos exames apropriados.
POR QUE UMA LESÃO NO PESCOÇO PODE SER TÃO PERIGOSA?
A principal preocupação em um trauma cervical grave é a possibilidade de comprometimento da medula espinhal.
Essa estrutura funciona como uma importante via de comunicação entre o cérebro e o restante do organismo. Por meio dela, sinais nervosos controlam movimentos, transmitem sensações e participam da regulação de diversas funções corporais.
Uma lesão significativa pode causar fraqueza, perda de sensibilidade ou paralisia em diferentes partes do corpo.
A gravidade depende de fatores como o nível da lesão, sua extensão e a presença de compressão ou dano direto às estruturas nervosas.
Lesões cervicais mais altas podem representar riscos adicionais porque determinadas regiões da medula participam do controle dos músculos envolvidos na respiração.
Também podem ocorrer complicações relacionadas à instabilidade das vértebras, ao sangramento interno e a outras lesões associadas ao trauma.
Isso não significa que toda pessoa com o pescoço torto apresente uma lesão medular. Muitas alterações posturais possuem causas menos graves.
O ponto essencial é que, diante de um trauma ou de uma deformidade repentina, não é seguro tentar descobrir a gravidade do problema por meio de movimentos improvisados.
Uma lesão cervical potencialmente grave precisa ser avaliada por profissionais de saúde, mesmo quando a pessoa permanece consciente e consegue conversar.
OS SINAIS DE ALERTA QUE EXIGEM ATENÇÃO IMEDIATA
Alguns sintomas podem indicar uma emergência médica quando aparecem após uma queda, colisão ou outro tipo de trauma.
Entre os sinais de alerta estão:
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Dor intensa no pescoço ou sensibilidade importante sobre a coluna cervical.
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Incapacidade de movimentar a cabeça normalmente após um acidente.
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Fraqueza repentina nos braços ou nas pernas.
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Formigamento, dormência ou perda de sensibilidade.
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Dificuldade para caminhar ou perda de coordenação.
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Alterações na respiração ou dificuldade para engolir.
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Perda de consciência, confusão mental ou outros sinais de traumatismo importante.
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Perda de controle da bexiga ou do intestino após uma possível lesão da coluna.
A presença de um desses sintomas não determina, por si só, o diagnóstico. Entretanto, pode indicar a necessidade de atendimento urgente.
No Brasil, em uma emergência médica, é possível acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo número 192.
Enquanto a ajuda não chega, a pessoa não deve ser incentivada a levantar, caminhar ou movimentar o pescoço para testar se consegue fazê-lo.
Se houver suspeita de trauma cervical, a movimentação deve ser reduzida ao mínimo necessário para preservar a segurança e a respiração.
O QUE FAZER QUANDO ALGUÉM SOFRE UM POSSÍVEL TRAUMA CERVICAL?
Diante de um acidente que possa ter comprometido o pescoço, a primeira medida é reconhecer que a situação pode ser mais séria do que aparenta.
A pessoa deve ser orientada a permanecer imóvel, na posição em que foi encontrada, desde que não exista um perigo imediato no ambiente.
Não se deve tentar endireitar a cabeça, puxar o pescoço, massagear a região ou realizar manobras para corrigir a postura.