Um simples dia no jardim acabou se transformando em uma descoberta digna de filme.
Um labrador, na região de Devon, encontrou uma antiga garrafa azul da era vitoriana enquanto cavava no quintal de casa. O detalhe que mais chamou atenção foi a inscrição no vidro: “Not to be taken” (“Não ingerir”).
Especialistas acreditam que esse tipo de frasco era usado para armazenar substâncias perigosas, como venenos — o que rapidamente levantou suspeitas sobre uma possível ligação com um caso histórico.
O dono do cachorro, Paul Phillips, associou a descoberta ao assassinato por arsênico ocorrido em 1865, envolvendo William Ashford. Sua esposa, Mary Ann Ashford, foi condenada pelo crime após envenená-lo.
O caso aconteceu em Clyst Honiton, uma área próxima de onde o objeto foi encontrado, o que torna a coincidência ainda mais intrigante.
Phillips revelou que seu cachorro vinha cavando exatamente no mesmo ponto há meses, como se soubesse que havia algo ali — um detalhe que deixou a descoberta ainda mais misteriosa.
A história já era conhecida por um motivo sombrio: a execução pública de Mary Ann Ashford, em 1866, foi considerada um desastre. O enforcamento mal executado chocou o público e contribuiu para mudar a opinião da sociedade inglesa sobre esse tipo de punição.
Agora, mais de um século depois, uma garrafa esquecida no solo e a curiosidade de um cachorro trouxeram esse capítulo obscuro da era vitoriana de volta à tona.