Quando a função renal diminui, resíduos e líquidos podem se acumular. Dependendo da causa e da gravidade, isso pode provocar alterações laboratoriais, inchaço, cansaço e outros sintomas.
Entretanto, muitas doenças renais evoluem silenciosamente, principalmente nos estágios iniciais. Por isso, exames preventivos são importantes para pessoas com fatores de risco.
2. A COVID-19 pode afetar os rins?
Sim. A própria infecção pelo SARS-CoV-2 pode afetar os rins, especialmente em pessoas que desenvolvem quadros graves.
Durante uma infecção importante, a inflamação sistêmica, alterações na circulação, desidratação, problemas de coagulação e outras complicações podem contribuir para uma lesão renal aguda.
O risco é maior em determinadas situações, como internação hospitalar, necessidade de cuidados intensivos, doença renal preexistente e presença de outras condições clínicas.
Isso não significa que todas as pessoas que tiveram COVID-19 desenvolverão problemas renais. Muitas se recuperam sem apresentar complicações desse tipo.
A gravidade da infecção, as condições de saúde anteriores e a evolução clínica influenciam o risco individual.
Também é importante diferenciar uma lesão renal aguda, que surge em um período relativamente curto, da doença renal crônica, caracterizada por alterações persistentes da estrutura ou da função dos rins.
A avaliação médica e os exames laboratoriais ajudam a distinguir essas condições.
3. E quanto à vacinação contra a COVID-19?
A segurança das vacinas contra a COVID-19 foi avaliada em estudos clínicos e continua sendo acompanhada por sistemas de farmacovigilância.
Como acontece com outros medicamentos e vacinas, eventos adversos raros podem ocorrer. Existem relatos médicos de determinadas doenças renais diagnosticadas após a vacinação, incluindo casos de inflamação dos glomérulos, as estruturas microscópicas responsáveis por filtrar o sangue.
Em algumas situações, também foram relatadas recaídas de doenças renais preexistentes.
Esses acontecimentos precisam ser investigados individualmente. A proximidade temporal entre uma vacinação e o aparecimento de um problema de saúde não prova, por si só, uma relação de causa e efeito.
É necessário considerar o histórico clínico, os exames, as possíveis causas alternativas e as evidências disponíveis.
Até o momento, não existe fundamento para afirmar que todas as pessoas vacinadas contra a COVID-19 estejam sob risco generalizado de desenvolver lesões renais como a sugerida pela imagem.