
As nozes e castanhas são conhecidas há muito tempo como alimentos saudáveis e ricos em nutrientes, contendo proteínas, fibras, vitaminas e minerais. No entanto, se consumidas de forma incorreta ou inadequada, podem se tornar verdadeiras “inimigas” da saúde, especialmente do fígado. Algumas variedades não apenas aumentam a sobrecarga hepática, como também podem elevar o risco de câncer no fígado e outros problemas de saúde. Por isso, evite ou limite o consumo dos 4 tipos de oleaginosas a seguir:
1. Nozes e castanhas mofadas ou germinadas
Amendoins, milho, castanhas-de-caju ou outras sementes, quando armazenados de forma inadequada e apresentando mofo ou germinação, podem estar contaminados com aflatoxina. Essa toxina ataca diretamente o fígado e é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um carcinógeno altamente perigoso.
A aflatoxina não é completamente destruída nem mesmo em altas temperaturas. O consumo frequente pode danificar as células hepáticas, levando a hepatite crônica, cirrose e câncer no fígado. Além disso, sementes mofadas ou germinadas podem conter enzimas que prejudicam a digestão e afetam o intestino. A ingestão prolongada dessa toxina não apenas compromete o fígado, mas também provoca inflamações e enfraquece o sistema imunológico.
2. Oleaginosas processadas com muito açúcar ou gordura
Oleaginosas como amendoim frito, castanha-de-caju caramelizada ou nozes açucaradas são apreciadas pelo sabor, mas geralmente apresentam alto teor de gordura, açúcar e conservantes, o que reduz consideravelmente seu valor nutricional. O ideal é consumi-las com moderação para proteger o fígado e a saúde em geral.
Ao ingerir esse tipo de alimento, o fígado precisa trabalhar mais para metabolizar o excesso de gordura e açúcar, o que favorece o desenvolvimento de fígado gorduroso, hepatite e aumenta o risco de cirrose ou câncer hepático. O alto valor calórico proveniente dessas gorduras e açúcares também leva ao ganho de peso, obesidade e, consequentemente, a doenças cardiovasculares e diabetes.
3. Algumas oleaginosas contêm toxinas naturais
Certos tipos, como amêndoas amargas, castanhas-de-caju cruas ou nozes não processadas, possuem glicosídeos cianogênicos — compostos que liberam cianeto no organismo. O cianeto é um veneno perigoso que, se consumido em excesso e por longos períodos, pode danificar o fígado. Também pode prejudicar o sistema nervoso, causando dores de cabeça, tonturas e, em casos graves, convulsões.
Além disso, algumas oleaginosas contêm fitotoxinas — toxinas vegetais naturais que, em grandes quantidades, podem provocar náuseas, diarreia ou reações alérgicas. O fígado precisa trabalhar mais para metabolizar essas substâncias, o que provoca inflamação e lesões nas células hepáticas. Quando ingeridos em excesso, os glicosídeos cianogênicos também podem causar dificuldade para respirar e aumentar o risco de danos pulmonares. Por isso, consuma apenas oleaginosas devidamente processadas e evite ingeri-las cruas ou mal preparadas.
4. Oleaginosas com excesso de sal
Muitos tipos de nozes e castanhas são processados com grande quantidade de sal, o que, quando consumido em excesso e por longos períodos, não faz bem à saúde. Embora sejam saborosas, a ingestão exagerada de sal não só aumenta o risco de hipertensão como também sobrecarrega o fígado e os rins.
Isso acontece porque o fígado precisa trabalhar junto com os rins para eliminar o excesso de sódio. Quando o nível de sódio no corpo é muito alto, o fígado é forçado a trabalhar continuamente, o que pode levar à hepatite, cirrose e retardar a regeneração das células hepáticas. Além disso, o consumo excessivo de sal eleva o risco de pressão alta, AVC e insuficiência cardíaca. O excesso de sódio também causa retenção de líquidos, inchaço e desequilíbrio eletrolítico. Recomenda-se limitar o consumo de oleaginosas muito salgadas, especialmente para pessoas com problemas cardiovasculares, renais ou hepáticos.